25 janeiro 2006

E no domingo...


Domingo, no Yoyogi Kouen... Bonequinho de neve feio!!!

Parque de Yoyogi...

Mais uma do parque!

23 janeiro 2006

Sábado de manhã: neve em Tokyo




Depois de uma noite com horário adequado de sono (ufa!!),
acordei - lá pelas 10h30 da manhã (que maravilha, rs) - com a Estela
gritando na sacada: "tá tudo branco!!!!"
Abri a porta do quarto e quando cheguei na sacada...



Pensei: como eu vou sair de casa com esse frio??? Mas, enfim, fui...

Pelas ruas do bairro de Harajuku muito frio e um arzinho triste!!!

Meu destino do dia.


Até que lá dentro era bem bonitinho e as pastas eram maravilhosas!


Do lado de fora do restaurante: neve, neve e mais neve!

Frrrrrrio!

20 janeiro 2006

Se não for pontual ...





No Japão, um minutinho a mais (ou a menos) faz uma diferença!!!
Principalmente, quando se trata de meios de transporte.
Os trens, metrôs e ônibus são super pontuais.
Ótimo quando se está na hora, péssimo quando se está atrasada!

Nessa noite, eu e a Estela vivemos uma verdadeira saga na volta pra casa
por causa de uns minutinhos a mais na festa na casa do amigo francês dela!!
Conversa vai, conversa vem, e saímos de lá a tempo de pegar o penúltimo
ou o último trem....

Dá pra adivinhar que perdemos o último trem, né!
Mas pensamos (ingenuamente): "pegamos um táxi e tudo resolvido."
Mera ilusão!
Ainda mais, levando-se em conta alguns fatores alheios a nossa vontade.

* era véspera de feriado;
* num dia em que as pessoas vão para as festinhas de final de ano das empresas;
* no horário crítico, qdo os trens param de circular;
* e estávamos no bairro de Harajuku.
Combinação perfeita de fatores (ou seria fatal???)...

Ficamos horas congelando (quase que literalmente) na rua
à espera de um mero táxi (passaram milhares, mas lotados)!!!

Chegamos em casa, mas passamos um sufoco.
Experiência péssima que depois rendeu boas gargalhadas!

Acho que tem coisas na vida que são como isso que eu vivi.
Perde-se a um determinado "trem" e daí as consequências
são inevitáveis.

Falando claramente, tem gente que perde a oportunidade
de fazer algo em determinado momento da vida e percebe
que perdeu a hora certa, que perdeu o último trem (a última chance)
quando as consequências já estão caindo sobre a sua cabeça.

Existem situações corriqueiras que podem ser revertidas
(como no meu caso, que penei horas no frio mas peguei um táxi).
Mas tenho certeza de que em certos aspectos da vida
é um pouquinho mais complicado.
Tenho certeza de que algumas situações chegam num ponto
tão crítico que se tornam irreversíveis.

Mas... também tem gente que não quer reverter nada,
que se acomodou em aceitar que perdeu o "trem"!
Que comodismo!


Ah, divagações minhas, pra não perder o costume...

19 janeiro 2006

Ufa... Terminei!!!




"Devemos sofrer as advertências que a vida nos faz,
com paciência...
Mas quando formos realmente atingidos
pelos reflexos de nossas próprias ações,
não devemos submeter-nos a tudo,
criando pela nossa própria negligência e pessimismo,
sofrimentos inúteis e sem finalidade.
Quando somos atingidos, antes de mais nada,
devemos nos perguntar:
o que a vida quer nos ensinar com isso?"

(O amor venceu, Zíbia Gasparetto; pág. 178)





Voltei a ler e terminei este livro!
E nossa... como ler me faz bem!!
Tinha até esquecido da sensação boa
de mergulhar nas páginas de um livro,
sem perceber o tempo passar...
Nos últimos meses, comecei a ler vários,
mas sem concentração
e sem conseguir entender "nadica de nada" do que eu lia!
Era uma leitura totalmente mecânica
em que as palavras entravam
pelos olhos e não iam pra lugar nenhum...
As palavras simplesmente se perdiam (péssimo isso)!

Eu tava tão mergulhada no turbilhão de sentimentos que me envolviam
que nada mais conseguia me prender a atenção.

Acho que agora tô um pouco mais racional (talvez).
Acho que tirei os pés das nuvens e voltei a fincá-los aqui em terra firme (será?).
Só não sei até que ponto isso é bom ou ruim.

De qualquer forma, voltando ao papo da leitura,
a fila de livros continua aqui à minha espera.



Resta saber: será que essa concentração é momentânea ou vai render???


05 janeiro 2006

Começo de 2006





Janeiro, dia 02, dia 03 e dia 04... e por aí vai...

Cabeça doendo…
Coriza…
Dores musculares…
Febre…
Tosse…
Inflamação na garganta!
Pelo amor de Deus, tô gripada de novo!!!



Fiz uma pesquisa na net e descobri que os resfriados e gripes são comuns nas crianças, e que elas "pegam"essas doenças cerca de 10 vezes por ano. A mesma pesquisa diz que entre os adultos a média é de 4 vezes ao ano.
Ahahahaha, que piada!! Eu tô completamente fora das estatísticas porque minha média tem sido de uma gripe forte por mês (fora os resfriados eventuais)…

What can I do? :o

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Coisas de Ana...

Ana - Titânia, vc blá blá blá blá...
Tania - ??? Titânia??? De onde vem isso?? (só em pensamento)
Ana - Titânia, vc viu tal coisa?? E... etc etc etc...
Tania - Será que titânia tem a ver com.. ??? Ana esse titânia aí...
Ana - Ué, é aquela lua de Urano. E achei que o nome ficaria bonitinho em você!!

Pesquisa rápida na internet, e...

* Titânia é a maior lua de Urano, descoberta por Hershel em 1787.

Titânia, lua de Urano


* Titânia é a Rainha das Fadas e esposa de Oberon em "Sonho de uma Noite de Verão", de William Shakespeare.


Titânia, de Timothy Lantz


Coisas de Ana, mas .... Mais chique que isso, impossível!!!
Lua (que me encanta) e Fada de uma peça do Shakespeare??!! Uauuu...





02 janeiro 2006

Quebra-cabeça da vida




Ganhei de um amigo, há dois meses, um quebra-cabeças de 1.500 peças.
Eu não montava um quebra-cabeça desde que era criança.
É engraçado como nós deixamos de fazer certas coisas quando crescemos:
quebra-cabeças, colorir, brincar com bonecas, pular corda, pique de esconder...
Coisas que nos trouxeram tanta alegria quando criança,
nós paramos de fazer quando alcançamos uma certa idade
- é uma vergonha, não é?
Devo admitir, eu realmente aproveitei o quebra-cabeças.
Embora muito frustrante às vezes, era um bom desafio.
Cada vez que eu achava uma peça que se encaixava,
era extremamente recompensador.
Bom, e daí?

Você já percebeu quantas semelhanças existem
entre um quebra-cabeças e a vida?
Num quebra-cabeças, cada peça é parte muito importante no grande quadro.
Na vida, são as pessoas e os acontecimentos as partes importantes.
Como peças de um quebra-cabeças, cada um de nós é único,
especial em seu próprio jeito.
Embora semelhantes, não há dois iguais.
Ironicamente, são nossas diferenças que nos fazem "encaixar".

Enquanto eu trabalhava no quebra-cabeças, havia uma peça
que eu estava certa de pertencer à um ponto em particular.
Mas não encaixava.
Acabava voltando a ela tentando encaixá-la,
me esquecendo que já havia tentado.
Eu tinha meu pensamento focado no fato de que
eu sentia que a peça era daquele espaço.

Penso em quantas vezes eu fiz a mesma coisa em minha vida.
Tentando fazer acontecer alguma coisa que simplesmente não era pra ser.
Tentava várias vezes, chegava ao ponto de forçar, mas não era pra ser...
E nada do que eu fiz mudou isso.

Se você já montou quebra-cabeças,
sabe como é perder tempo procurando um pedaço específico.
De repente parece tão óbvio... mas eu não conseguia achar.
Consegui foi embaralhar ainda mais as peças.
Fiquei frustrada e decidi deixar pra lá e ficar longe dele.
Quando voltei mais tarde, eu achei a peça imediatamente.
Estava bem na minha frente desde o começo.

Minha vida foi assim muitas vezes.
Tentava entender por que certas coisas aconteciam e do jeito que aconteciam.
Procurava as respostas por todos os lados e, às vezes,
as respostas estavam bem na minha frente.
Era só dar uma paradinha, um pequeno passo atrás, respirar
e acalmar que as respostas me encontravam.

Olhando as peças deste quebra-cabeças, eu penso nas "peças" de minha vida:
minha família, meus amigos, acontecimentos, marcos e celebrações.
Uma mistura de bom e ruim, alegria e lágrima, felicidade e tristeza.
Penso em todas as peças que imaginei sem importância e sem propósito.
Reflito em todas as peças que em minha vida me fizeram perguntar...
"Por que, meu Deus?"...
"Por que isto?"

E repentinamente percebi que por causa dessas peças,
outras peças se encaixaram tão bem.

Tudo em nossa vida acontece por uma razão.
Cada acontecimento, bom ou mau, como uma peça do quebra-cabeças.

Deixe uma peça de fora e se quebra a harmonia inteira do produto final.
Talvez ainda não possamos entender o papel importante de cada peça em nossa vida.
Ainda existem muitos buracos e o quadro ainda não está claro.
Mas sei que quando minha viagem nesta vida estiver concluída,
e a peça final estiver em seu lugar, eu entenderei.
E serei capaz de ver o quadro completo e a beleza de cada peça.
Até lá, eu continuarei a viver com fé.
Sabendo e confiando que todas as peças que eu preciso estão ai
e que é só uma questão de tempo até que se encaixem bem.
Lembrarei de que há um grande quadro, um plano para mim,
e que sou incapaz de ver agora.
Acreditarei que cada peça em minha vida, mesmo as dolorosas,
tem propósito e cumprem papel importante.
E quando estiver fraca, procurarei força pela oração.
Farei isto até que a obra-prima de Deus em mim estiver finalmente completa,
e Ele então cochichará...
"Muito bom! Está feito!"

(Amy Toohill)